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Saturday, December 31, 2011

I Dig it 075


Hoje é dia de Podcast Impressões Digitais na versão Full, edição nº 75 de 29 de dezembro do ano gregoriano de 2011.
Intro: 
Se você prestou atenção na letra da música de abertura - Aqui é o País do Futebol de Wilson Simonal - notou uma crítica nada velada à ditadura que vivíamos nos idos de 1970. A mesma ditadura que estabeleceu a censura a qualquer texto, música, foto, montagem teatral ou filme antes de divulgado publicamente. Conseguimos uma democracia ainda cheia de vícios e maniqueísmos, certo, agora depende das novas gerações expurgarem o ranço coronelista que ainda recobre nossas instituições.
O Manual do Torneiro Mecânico: 
Desta vez deixo a tecnologia de lado e comento sobre as sarfanagens de nossa jovem  democracia.
Os Pensamentos do seu Milton, o guru do méier: 
"Todos os países são difíceis de governar. Só o Brasil é impossível, pois aqui acabar com a corrupção é o objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder. E para os que estão no poder é clara e cristalina a noção de que o crime não compensa, porque, quando compensa, não é crime."
Caiu Na Rede: 
Comento sobre um paradoxo midiático recente: frente a um mesmo fato a velha mídia de massa silenciou-se, enquanto a nova mídia, da massa, botou a boca no trombone.
É a Ignoranssa qui Astravanca u Porgréssio:  
A EUROZONA ou A ZONA EUROPEIA, uma estória de como u'a moeda política nasceu, cresceu e corre risco de morrer torta.
Jazz em Paz
Money (Pink Floyd) - porém do album The Jazz Side of the Moon
Campanha Cidadã Eleições 2012
Como eu sou brasileiro e não desisto, continuo divulgo minha Campanha Cidadã Eleições 2012: 
ATÉ AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES, ENCHA MUITO O SACO DE SEU REPRESENTANTE NO LEGISLATIVO!
Quanto as eleições para prefeito: preste bem atenção no que você vai fazer.

BackGround:
Breathe; On the run part 1; Time; Any colour you like; The great gig in the sky; Us and them; Money; Brain damage; e On the run part 2 (do album The Jazz Side of the Moon com os músicos Seamus Blake, Ari Hoering, Mike Moreno e Sam Yahel)


Friday, December 30, 2011

DESDOBRADO

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Dez1979

O sentido humano sobreveio ao sentido terreno,

E em nosso corpo este engano habita,

Ludibriando de mil maneiras essa única paixão.

Desde o nascimento o Homem não é seu,

É apenas uma sublimação às avessas,

Uma espuma de sal sobre suas ondas,

Um reflexo deformado do seu brilho,

Uma única fé imutável e crédula, obstinada.

A dor e a alegria fundem-se numa inócua determinação,

De salvação (ou perdão), de insensatez (ou razão).

E na situação de uma qualquer moral,

Que sobrevém à instância de um pensamento,

O gasoso transforma-se em sólido.

O Homem é um jejum do ser humano.

 

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Thursday, December 22, 2011

Imagens dispensam palavras

Teresópolis Dezembro 2011 (quase 12 meses após os deslizamentos)
e
Japão 3 meses após o terremoto E tsunami

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Saturday, November 19, 2011

I Dig it 074



I Dig it 074 v. LP 018 (playlist)

Blues In The Night - Benny Goodman
Swingtime in the Rockies - Benny Goodman
A String of Pearls - Glenn Miller
All The Cats Join In - Benny Goodman
You Turned The Tables On Me - Benny Goodman
American Patrol - Glenn Miller
You Brought A New Kind Of Love To Me - Benny Goodman
Jumpin' At The Woodside - Benny Goodman
Anvil Chorus - Glenn Miller
Flat Foot Floogee - Benny Goodman
Moonglow 2 - Benny Goodman
Sunrise Seranade - Glenn Miller
One O' Clock Jump - Benny Goodman
Goodnight My Love - Benny Goodman

email: idigitais@gmail.com - skype: v.sergio - twitter: @sergiovds
http://impressoes.vocepod.com - http://sergiovds.blogspot.com - http://sergiovds.wordpress.com

Tuesday, November 08, 2011

Universitários e universitários

Gente jovem reunida nos anos 70 só acontecia nos recônditos da resistência ou para encarar a PM. E nessas horas sabíamos que a segunda opção podia ser mortal, ou melhor, a maioria não sabia, seguia - entusiasticamente - os mais corajosos e safos. Pois, no confronto direto os "milico" levavam sempre vantagem. A estudantaiada encarava o "choque" não porque achava que iria ganhar... A situação era simples: não havia opção! Estávamos em uma ditadura perpetrada por um golpe e sem garantias de cidadania alguma! Era assim ou não era.
Os jovens de hoje precisam saber que Paulo Maluf NÃO é símbolo da ditadura (ele é apenas um aproveitadorzinho que encontrou respaldo em um bando de ladrões e idiotas). Os jovens precisam ser lembrados o que determinava o AI-5.
Éramos afoitos? Claro que sim! Assim como todos jovens fomos à luta sem lenço nem documento, mas não éramos estúpidos. Para chamar a atençäo pichávamos os muros com ABAIXO A DITADURA! Para promulgar ideais democráticos a gente se reunia na surdina, cantávamos em butecos, nos mobilizávamos em campus e, sim, ocupávamos espaços estratégicos que permitissem uma fuga rápida por inúmeras rotas (Ibiúna? Nunca mais! Né, Zé Dirceu?!). Invasão e depredação de bem público era exatamente o oposto que a lógica do movimento de resistência ao estado militar opressor desejava (até a LIBELU sabia disso!). A doutrina era "não dê motivo!". Ações rápidas, impactantes e bem visíveis (hoje chamam isso de flashmob). Se um grupo "desse bobera", o pau cantava e o de arara era usado nos porōes.
Nos meados dos 1970 a união estudantil massiva e bem documentada pelos meios de comunicação permitiram os discursos ideológicos sobre ditadura, liberdade democrática e direitos civis... O resto é história.
Hoje vivemos pleno Estado de Direito, temos uma Constituição - se não perfeita, bastante eficaz - há eleições diretas para todos os níveis do executivo e legislativo (O judiciário? Bem, isso é outra estória e outra pedra em meu sapato democrático), podemos nos organizar livremente em grupos e associações, podemos promulgar quaisquer ideias na "interwebs", ou seja, podemos expressar novas posturas, exigir modificações, arregimentar seguidores... Repito: Temos uma Lei que nos dá direitos e que estabelece deveres. Assim, pergunto:
Catzo! O que passou pela cabeça dos estudantes que invadiram na marra e depredaram o edifício da reitoria da USP? Com o apoio de alguns funcionários da universidade, alguns estudantes tentaram criar um fato de fulcro administrativo (colocar o reitor em uma saia-justa através da invasão e ocupação) e de motivação ideológica (contra uma possível privatização da Universidade orquestrada pelo governador Geraldo e conduzida pelo reitor Rodas). Ou seja, um equívoco anárquico com palavras de ordem anacrônicas, e que acabou como começou, um mero caso de infração legal e de polícia, com setenta e poucos jovens que agora responderão como bandidinhos comuns por invasão, depredação de bem público e desrespeito a decisão judicial... Nota: o cerne da questões "educação de nível superior" e "funcionalismo público" encontra-se anos-luz da gritaria universitária. Como diria um grande pensador que sabiamente vive em Pittsburg: "Isso tudo é barulho de lata!"


Sérgio Vieira

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Sunday, October 16, 2011

COMPREENDENDO

Agosto/11/1975

Soa a árvore vital me encontro

Só, sentado, de bruços, deitado

Sonolento (não importa)

De qualquer maneira,

Meus dedos rasgam a terra

Eroticamente penetrando,

Rasgando o hímen da juventude

Procurando, sem saber, as raízes

Minha sede é saciada

Pelo orvalho, que de manhã

Goteja pelas folhas mais velhas

E minha fome é alimentada

Mastigando frutos verdes ainda

Dos ramos baixos;

E mais fundo, meus dedos tentam penetrar

Dissipando minh'alma jovem num sonho azul

- "borboletante" -

No espaço,

No incrível vácuo do nada.

 

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Thursday, October 13, 2011

Lion mezzo Lippy

Olha so o comportamento do wake up no Lion

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Tuesday, October 11, 2011

I Dig it 073



I Dig it 073 v. CD
Siamo tutti Oriundi, ê?!
Aproveitando as comemorações dos 150 anos da unificação da Itália, o Brasil irá promover, entre outubro de 2011 e junho de 2012, o Momento Itália-Brasil. Esta série de eventos visa, além de enfatizar as relações sócio-culturais das duas nações, obviamente fortalecer as relações comerciais. Várias ações culturais e de aproximações comerciais manterá os dois países em festa durante todo o período. Exposições de grandes nomes da pintura, além de mostras temáticas, filmes, espetáculos teatrais e de balé percorrerão várias capitais brasileiras durante todo o ano, ao mesmo tempo em que uma seleção cinematográfica,  nos atualizarão com o que há de melhor nessas áreas. Neste Impressões eu conto um pouco da saga dos imigrantes italianos, que a partir dos 1870 até o pós-Segunda Guerra Mundial, formaram a maior quantidade de estrangeiros que para cá vieram, “fazer a América”.


Andiamo avanti
Nas primeiras décadas do século 16 era possível perceber o estabelecimento de alguns grupos de exilados políticos ou de degredados italianos no Brasil. Paradoxalmente, foi apenas depois da unificação da Itália (1870) que começou a se organizar o grande processo migratório para a América – que se transformaria, no período 1880-1902, em um enorme movimento de massas, figurando os Estados Unidos e a Argentina como principais países de destino. Brasil era o terceiro destino preferido, porém vários imigrantes chegaram aqui no Brasil por engano, afinal America é America, capice?
Mas este emigrantes italianos chegavam num paraíso terrestre ou num inferno tropical?
De perto, a Merica e o próprio processo de imigração eram bem diferentes do que se havia sonhado. Começava pelas agruras da longa viagem marítima – dois meses em veleiros, até o final da década de 1870, e de quase 30 dias nos barcos a vapor, dali por diante. 
Como imigrantes italianos, além de oriundi, tutti noi viramo anarquistas... graças a Deus!
A fermentação operária que se produzia no Brasil entre 1905 e 1920, com o descontentamento dos trabalhadores devido aos salários baixos, à exploração do trabalho feminino e infantil, à falta de assistência de saúde e à precariedade de alimentação e moradia, valeu-se de um grande número de imigrantes, que logo se distribuíram em grupos organizados, principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
As Influências culturais ou foi a confluência natural das mudanças?
O elemento linguístico e literário, a imprensa, o início das políticas assistenciais e o teatro.

Migna Terra (Juó Bananére - pseudônimo de Alexandre Marcondes Machado): 
Migna terra tê parmeras, 
Che ganta inzima o sabiá.
As aves che stó aqui,
Tembê tuttos sabi gorgeá.
A abobora celestia tambê,
Che tê lá na mia terra,
Tê moltos millió di strella
Che non tê na Ingraterra.
Os rios lá sô maise grandi
Dus rios di tuttas naçó;
I os matto si perde di vista,
Nu meio da imensidó.
Na migna terra tê parmeras
Dove ganta a galigna dangola;
Na migna terra tê o Vap'relli,
Chi só anda di gartolla.
Com meus bisavós também vieram alguns santos, vários milagres e muita comida
Com os italianos emigraram também para o Brasil seus santos prediletos – cuja devoção floresce até hoje, principalmente aqui em São Paulo. Tradicionais são algumas festas, abundantes em missas solenes, procissões e grandes feiras gastronômicas.
Se Jorge Amado produziu seus Capitães da Areia, nós paulistas, ganhamos os capitães da indústria
Não é possível estudar a história da industrialização no Brasil sem ressaltar o papel das empresas italianas, principalmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
il dramma, la commedia...
No mundo cultural paulistano, ficaram famosos os filodrammatici, sociedades teatrais amadoras que se espalharam pela cidade de 1898 em diante. Enquanto as companhias locais mantinham um repertório provinciano, “caipira”, recheado de chanchadas que apenas pretendiam fazer rir, o teatro italiano fazia circular ideias avançadas e estimulava o debate de questões sociais, com um repertório dramático que incluía os maiores autores internacionais da época, enriquecido ainda pela eventual participação de grandes artistas europeus que nos visitaram no período. 
...
Dados da Certidão do Arquivo publico do Estado de São Paulo:
Livro: 070
Página: 297
Família: 30790
Ano: 1902
Nome: NAZZARENO
Sobrenome: SOCCIARELLI
Sexo: Masculino
Nacionalidade: ITALIANA
Idade: 32
Est. Civil: CASADO
Religião: Católica
Procedência: Porto de NAPOLI
Data Nasc.: não informada
Profissão: AGRICULTOR
Destino: SÃO SIMÃO
Vapor: SEMPIONE
Chegada: Porto de Santos - 11/01/1902
...
Euphêmia nasceu na "comune" de Grádoli, província de Viterbo, na região de Lazio, Itália, na divisa com a Toscana. Sua família possuia uma minúscula propriedade às margens do lago de Bolsena, e era muito grande, ou seja pouca comida e muitas bocas. 
Euphêmia era filha de Nazzareno Socciarelli e Magdalena Marini Socciarelli. Seus irmãos: Ester, Enrico e Rosa. 
Nazareno Socciarelli, era genioso, ainda em Grádoli, na Itália se envolveu numa briga e deu uma canivetada na coxa de um indivíduo que estava apartando a briga. Passou meses escondido da polícia em uma região de morros, onde - diz a lenda familiar - havia umas ruínas. 
Segundo Ester Giuseppa Socciarelli, ela tinha 6 anos na época e às escondida, levava comida para o pai. Ainda, segundo Ester, a polícia local chegou a pedir soldados da "alta Itália" para perseguir Nazzareno. Os soldados descobriram que a menina se encontrava com o pai, e tentaram fazê-la contar onde ele se escondia, mas ela, não entregou o local do esconderijo.
Uma vez, na calada da noite, ele foi para casa. Um soldado e um oficial dos carabineri estavam de campana e ele foi preso. Magdalena, a esposa, abriu a porta e empurrou o oficial escadaria abaixo e levou do soldado um golpe na testa que abriu um talho. Ela foi presa. Como tinha um filho de colo, ficou com a criança na cela. O síndaco de Grádoli mandou então uma mensagem a Nazzareno. Que ele avaliasse até onde tinha chegado tudo aquilo, o risco que sua família estava correndo, sua esposa presa. Propôs que ele se entregasse à polícia e que ele, o síndaco, alimentaria sua família enquanto ele estivesse preso. Ele se entregou mas ameaçou o síndaco que arrancaria e comeria sua orelha se ele não cumprisse o trato. Foi condenado e cumpriu pena na Ísola de l'Erba, o prefeito cumpriu a promessa e não perdeu a orelha.
Em 1901 Nazzareno e sua familia deixaram a pequena propriedade para os demais Socciarelli e vieram para o Brasil. Durante a viagem Magdalena deu à luz a Humberto. O casal e seus cinco filhos foram trabalhar com outros 3.100 emigrantes que chegavam naquele ano na região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, mais precisamente na fazenda Sinhá Junqueira. A família Socciarelli se deslocou ainda para uma ou duas outras fazendas de café entre a região de Ribeirão Preto, Ourinhos e o norte do Paraná antes dos filhos se casarem e se fixarem.
Euphêmia Socciarelli se casou aqui no Brasil com o também emigrante Alexandre Rosa (este um pobre bastardo, abandonado ainda bebe para adoção na Itália), se fixando em Ourinhos, SP. 
O casal teve 8 filhos: 5 homens - Joaquim, Humberto, Ernesto, Hugo e Alfredo e 3 mulheres Zulmira, Alzira e Olga - que deu à luz José Milton, Iria Tereza, Luiz Antônio e Ada Maria, minha mãe.


Compacto Duplo - Lado A: Once Upon A Time In America (Ennio Morricone); Homo Sapiens: Siammo Tutti Oriundi! Lado B: A Penesse* (folclore italiano - Lazio); Background: Tarantella; Tarantella Rosi i Scuri; Santa Luciota; La N'drezzata; I Disertori; Se Chanta; La Cupa Cupa; Ballu Tundu Iogurescu; Tutti Ci Hanno Querche Cosa*; Morte di Gesù* (folclore italiano)


(*) canções gentilmente pesquisadas e recolhidas por Vito Andolini - Radio Rossopomodoro Podcast 



TUTTI CI HANNO QUARCHE COSA


Tutti ci hanno qualche cosa
er più misero só io
trallallero lallero lallero
trallallero lallero lallà
Tutta copra di coloro
che su fanno er concistoro
e c'è pure chi si lagna
che non rende la campagna
Chi lavora è pallido e giallo
va sempre a piedi e mai a cavallo
Chi lavora fa la gobba 
chi non lavora fa la roba


Strofette che si cantavano, insieme a numerose altre dello stesso tenore, a Tarquinia (Viterbo), all'inizio del secolo, quando un cambiamento di colture mise in crisi l'economia agricola locale, estendendo il latifondo e trasformando numerosi coltivatori diretti in braccianti e disoccupati. Registrate a Tarquinia in ripetute occasioni da Gianni Kezich, Marco Muller e Sandro Portelli.




MORTE DI GESÙ
Morte di Gesù, Maria s'affanna
e il figlio fu legato alla colonna
Giuda che lo tradì non se ne 'nzonna
Popolo piangete, voi gente v'inchinate
che il redentore vostre l'hanno ammazzate
Morte di Gesù, Maria s'affanna
e il figlio fu legato alla colonna
che fu battuto da gente tiranna
Giuda che lo tradì non se ne 'nzonna
Quand'era nell'orto e il padre suo pregava
e se mi vuoi inchiodato fammi risorto
Quand'era arrivato allí trent'anni
aveva incominciati li suoi affami
Quando li trent'anni 'aveva passati
e i giorni suoi d'amore bell'e finiti
Morte di Gesù, Maria s'affanna
e il figlio fu legato alla colonna
che fu battuto da gente tiranna
Giuda che lo tradì non se ne 'nzonna
Figlio mio figlio assassinato
ti giuro che sarai ma vendicato
E va da Giovanni, il suo grande amore
giura che mio figlio hai da vendicare
Risponde Giovanni con grande sentimento
ci penseranno gli altri a far giuramento
Nel nome de Dio ti sapremo vendicare
nei giorni che saranno ti posso dire
Morte di Gesù, Maria s'affanna
e il figlio fu legato alla colonna
che fu battuto da gente tiranna
Giuda che lo tradì non se ne 'nzonna
E morte di Gesù, Maria s'affanna
nel vendere il figlio alla colonna
Morte di Gesù, Maria s'accora
tiene dietro al figlio finché si mora


Canto religioso del venerdì santo, eseguito sia durante le processioni sia durante la questua delle uova. Una versione, cantata da Giovanna Marini, rifacendosi a due lezioni, una raccolta del Reatino, ;'altra ascoltata dall'esecutrice a Cassino, è stata pubblicata in Controcanale 70, I Dischi del Sole, DS 1003/5. Cfr. anche la versione raccolta da Eugenio Cirese e pubblicata in Canti popolari della provincia di Rieti. Rieti, 1945. La presente versione rifonde alcuni elementi tratti sia dal testo della Marini, sia dalla lezione pubblicata dal Cirese.




A PENNESE
Lo vojo salutà s'it'alla messa
che lo mio amore fore m'aspetta
fore m'aspetta
Dove sei stata bella tanto tempo
ancora porti i fiori dell'está.
É notte è notte lu patron sospira
dice ch'è stata corta la giorná.
(lo voglio salutare, se è andato alla messa / il mio amore che me aspetta fuori / mi aspetta fuori / Dove sei stata bella tanto tempo / porti ancora i fiori dell'estate / É notte è notte il padrone sospira / dice che è stata corta la giornata)


Il canto a "pennese" è una forma di canto monostrofico di lavoro, ormai entrato a far parte del repertorio d'osteria, a causa del suo progressivo distacco dalle situazioni di lavoro. La registrazioni originale, su cui si basa la rielaborazione del Canzoniere del Lazio, effettuata sa Sandro Portelli a Marcelina (Roma) l'1/7/1970 sono pubblicate in La Sabina. Canti, balli, riti in una ricerca sul campo Sandro Portelli. I Dischi del Sole, DS, 517/19.

Wednesday, September 21, 2011

Lambert the sheepish lion

Uma das melhores animações clássicas (produzida pelos estúdios Disney em 1951) de todos os tempos.
Prestem atenção na expressão do lobo na cena do penhasco quando percebe o Lambert, magnífico e hilário...



post scriptum: Grato ao @castrezana por lembrar disso no seu OMEDI

Wednesday, August 31, 2011

O Brasil? Não! O brasil mesmo.

Também indignado meu irmão - aquele paulistano perdido há 10 anos lá em Salvador - crava no twitpic o seguinte:

@luisinho_vieira

Luis Vieira da Silva August 31, 2011

Gostei da capa do Jornal a Tarde aqui da Bahia. Sob o manto do voto secreto, 265 deputados livraram a Jaqueline Roriz da cassação. Muito óbvio: para tentar impedir o precedente de cassações por atos da vida pregressa. Como se por passe de mágica a pessoa eleita por voto direto, passa a ser ética, "ficha limpa". Está certo o Arnaldo Jabor que diz ser a corrupção uma forma de governo no Brasil. Ao que se completa, uma forma de legislar também, pelo que a câmara comprova. VOTO SECRETO na câmara: Eu quero saber em que meu deputado vota!

Gostei da capa do Jornal a Tarde aqui da Bahia. Sob o manto do voto secreto, 265 deputados livraram a Jaqueline Roriz da cassação. Muito óbvio: para tentar impedir o precedente de cassações por atos da vida pregressa. Como se por passe de mágica a pessoa eleita por voto direto, passa a ser ética, "ficha limpa". Está certo o Arnaldo Jabor que diz ser a corrupção uma forma de governo no Brasil. Ao que se completa, uma forma de legislar também, pelo que a câmara comprova. VOTO SECRETO na câmara: Eu quero saber em que meu deputado vota!

Ao longo de todos esses muitos anos desde a eleição do Collor (quando realmente voltamos a ser um democracia) tenho me batido e me esgoelado em alertar os que me ouvem sobre o despreparo não só do povo, não só do deputado mas das instituições ditas democráticas para a prática libertária da democracia.
Tudo o que esperávamos do Brasil acaba sendo uma quimera, visto que o que impera (e aqui o verbo é mais que apropriado) é o brasil, é - em todos os níveis da sociedade - o conluio criminoso travestido ora de grupo de camelôs, ora de milicianos, ou de associações de classes E até de representação política!!! 
Nós não mais elegemos doutas pessoas possuidoras de reputação sócio-econômica e probidade. Se na base do protesto e descrédito muitos elegem o Tiririca e o Romário, ao menos não fazem como nós, cuja ignorância e empáfia nos seda no momento de elegermos sisudos senhores, os quais à socapa declaram, anonimamente e em acachapante maioria, que uma pessoa que cometeu ato de corrupção ativa, comprovada em vídeo claro e inconteste, antes de tomar posse não fere o decoro do ambiente de trabalho destes senhores!? Qualquer criança de 10 anos reconhece no ato a auto-defesa, a preparação de uma ambiente onde a criminosidade pode se abrir ad infinitum (né seu Paulo Maluf?).
Para quem não sabe, ou se esqueceu, o fim do voto secreto para as casas parlamentares de toda a Nação foi votado e aprovadao em 1ª instância pelos deputados no fervor do caso do Mensalão (o do Zé Dirceu, não o do Azeredo, que de quebra aprontou o AI5 Digital que tá dando uma dor de cabeça desgraçada pro @samadeu), e depois disso encontra-se devidamente ENGAVETADO no Congresso. É isso mesmo! Os presidentes, comissões, o escambau não levam pra frente o Projeto de Emenda Consitucional nº 50 de 2006, deixam o PEC tá lá paradinho na gaveta.
Com certeza algum deputado deve pegar essa bandeira (o PEC estacionado) para amealhar simpatia de nós bocós-de-mola (e aqui cabe a pergunta: Por que não fez antes, cáspita?).
Nossa deputaiada conseguiu avançar mais um pouquinho aquilo que Renan Calheiros e os seus comparsas conseguiram em 2007... (caso você não lembre do ocorrido ouça meu comentário na série Tomate Cru Internacional do Podcast Rádio Rossopomodoro). 
Olha, eu sei que pode parecer um exagero, uma grosseiria minha para com as casas legislativas da Federação, mas aquilo não pode mais ser chamado de Congresso, mas sim de Cosa Nostra.


 

 

 

 

Posted via email from Impressões Digitais

Sunday, July 31, 2011

Cartoons & Music


(Transcrição do vídeo, corrigindo as bobagens e complementando um pouco os dados)

Em um destes tuítes perdidos da semana passada a Mafalda do Monalisa de Pijamas tocou no assunto trilhas músicas de desenhos animados. 

No meio dos tuítes trocados dei meu pitaco deixando claro que não sou expert no assunto, apenas velho suficiente para ter visto, as sessões de domingo no Cine Metro na Av. São João, lá nos meados dos anos 60, os clássicos da animação, divertidos, coloridos, no telão, com um sonzão, tudo  grandão. 

Na realidade cresci assistindo Bugs Bunny, Tom e Jerry, Popeye, Mr. Magoo, Jetsons, Flintstones, Jambo e Ruivão, Pepe Legal, Tartaruga Touche, Wally Gator, Johnny Quest…  e  animados, porque eles muitos outros, porque eram regularmente apresentados - em versão original, legendados!!!! só que em preto e branco - nas estações de tv aqui de São Paulo (Tupi, Excelsior e Record). Os desenhos da Disney também faziam parte do cardápio cinematográfico e televisivo com a série semanal Disneylandia.

Muitos destes desenhos me ajudaram a desenvolver minha compreensão e gosto pela música clássica. (Desculpe, pai. Você foi uma grande influência musical com todos seus 78 rotações de Schubert, Lizst, Mozart, Rakmaninoff… e tantos outros, mas não tanto como o Pernalonga!). 

A grande maioria dos desenhos animados entre 1930-1950 fizeram excelente uso da música popular norte-americana e composições originais seguindo os ritmos do momento (blues, rags, swings, beebops, jazz enfim!) e também usou e abusou da música clássica, criando algumas das melhores obras animadas de todos os tempos.

Aberturas de Rossini eram populares com os animadores, como foram rapsódias de Liszt e danças húngaras de Brahms

A Sonata ao Luar de Beethoven tornou-se sinônimo de calma, as cenas de luar, enquanto as notas de abertura de sua Quinta Sinfonia foram usados ​​para as cenas de tempestade. 

A seguir destaco algumas animações que por um motivo ou outro foram importantes para a minha educação musical. As divido em 2 grupos: popular e clássico para facilitar a sua audição e a ordem delas segue a minha preferência (no áudio eu digo 5 de cada mas na hora de montar o post nãõ consegui eliminar um deles, no total temos 11 vídeos).

Convido a você para adicionar alguns links à lista aqui abaixo. 

That´s All Folks!


JAZZ Music

1. PowerHouse (composição Raymond Scott, 1936)
Em 1941 a Warner Bros. comprou os direitos do brilhante compositor e músico do início do jazz, e desde então não para de usá-la em animações (cerca de 35), como Os Simpson´s, Animaniacs e ainda é usada como um tema do Cartoon Network . 

Aqui uma colagem com inúmeras animações com a canção:



e uma versão orquestral da peça completa:



2. The Three Little Bops (composição Shorty Rodgers, 1957) 
Como o título indica esta animação utiliza a virtuosismo típico e veloz do Bebop dos anos 50 composto por um dos consagrados trumpetistas do jazz (além de compositor e arranjador) norte-americano, para recontar a estória dos 3 porquinhos.



(tive q substituir o embebed por um link - desculpe)


3. All the Cats Join In (Benny Goodman 1946) 
Este fragmento da coletânea  Make Mine Music, é o típico exemplar do Swing Jazz, o jazz dançável dos jovens dos anos 1940, que pela animação dos estúdios  Disney não era muito diferente da atual. 



4. One Froggy Evening (diversas canções, 1955) - Chuck Jones usa várias canções (Hello Ma Baby, The Michigan Rag…) do estilo Tin Pan Alley - referência às pianolas desafinadas que tocavam em áreas de pequenos bares das grandes cidades norte-americanas - para brincar um pouco com a ganância humana.




O embed do youtube está bloqueado... se quiser ver a animação clique aqui (desculpe).


5. Blue Rhythm (1931) 
Disney na origem faz Mickey e seus companheiros interpretarem blues do estilo de St Louis - bem no início do jazz e da animação (e criando uma temática que seria seguida pelas décadas seguintes).




6. Minnie the Moocher (Cab Calloway, 1932) 
A sexy (e judia, como nos esclarece esta animação) Betty Boop numa história singela mas com uma intervenção bem esquisita do grande Cab Calloway (na abertura da animação este mostra que Michael Jackson não inovou nada).




CLASSICAL Music

1. What’s Opera, Doc?
O Anel de Nibelungo de Wagner (1957) - Pernalonga (Bugs Bunny) e Hortelino Trocaletra (Elmer) na obra prima de Chuck Jones que consegue resumir as 4 peças da obra de Wagner em 6 minutos e pouco. Você nunca mais vai ouvir a Cavalgada das Valquírias sem ouvir o Hortelino cantando “Kill the wabbit, kill the wabbit, kill the wabbit!”

Nota: este vídeo mostra como aliar diversão e fazer as crianças a se interessarem por música.


2. The Sorcerer’s Apprentice
O Aprendiz de Feiticeiro de Dukas (1940) - Fantasia é uma das melhores animações e mais ricas em músicas clássicas dos estúdios Disney, e este é provavelmente o trecho mais conhecido da obra. O empregado Mickey vendo seu mestre Feiticeiro conjurar magias tenta utilizá-las para a realização de suas tarefas domésticas. 




3. The Rabbit of Seville
Abertura do Barbeiro de Sevilha de Rossini (1950) - Esta aqui é a abertura e não o, também, clássico trecho em que Pernalonga canta a ária do Fígaro. Hortelino persegue Pernalonga até o teatro e a ópera e as confusões iniciam. Uma delícia de animação.




4. The Cat Concerto
Rapsódia Húngara n” 2 de Liszt (1946)
Esta animação de Tom e Jerry ganhou o Oscar de Curta Animado de 1946 e juntamente com Rhapsody Rabbit com Pernalonga, lançado no mesmo ano, fazem parte da eterna história de acusações mútuas de plágio entre a MGM e Warner Bros.  





5. A Corny Concerto
Concerto para Piano n” 1 de Tchaikovsky (1943), Contos dos Bosques de Viena e Danúbio Azul de Strauss, (1943) -  A Warner Bros. sempre cutucou a Disney e esse é mais um exemplar desta picuinha. Nesta animação o Hortelino (Elmer) - com barba por fazer - satiriza Stokowski, que apresenta Fantasia na animação dos estúdios Disney.




Saturday, July 16, 2011

Uma vida...

Somos em quatro irmãos nascidos em 1957, 1958, 1961 e 1968.

Eu sou o primogênito e todos fomos criados em um pequeno (há época de minha infância imeeenso) sobrado em terreno longo e mágico, numa rua da Casa Verde, bairro classe média baixa de São Paulo.

Após ter saído de casa em janeiro 1975 aos, 17 anos rumo a Lins, para estudar Engenharia, voltei esporadicamente ao sobrado que já, a mim se tornava um lugar onde a minha família morava. Eu? Bem... eu já pertencia ao mundo das minhas próprias decisões e indecisões.

Em 1977, meu pai - impetuoso e solitário como sempre - tempestivamente decidiu e deixou o sobrado, levando a família para sua terra natal, que - pra minha alegria ficava a 50 km de onde eu estudava. Nos anos que se seguiram passamos por poucas e boas, cada um dos irmãos se ajeitavam como lhes era possível, estudando, trabalhando e a cada período um seguindo a sua própria vida.

Zanzamos por aí: um por Ilha Solteira e Bauru, outro por Apucarana, mas todos acabaram de volta a São Paulo... Nossos pais, jovens, faleceram... ficamos velhos e órfãos.

Inúmeras vezes e isoladamente - tenho certeza - cada um de nós voltou ao antigo nº 712 da Rua Saguairu e passeou vagarosamente pela vizinhança encontrando e reconhecendo um antigo morador aqui ou acolá, um ou outro companheiro de escola tocando o negócio que era de seu pai ou uma antiga namoradinha... 

Três dos irmãos casaram e nossas mulheres nos deram filhas e filho. Um dos quatro irmãos, único, até hoje solteiro no estado civil - mas compreensivelmente casado com o Mundo - decidiu, há uma década, viver de coração, em seu porto seguro, salvador.

Desde então sinto-me um imbecil por nunca ter ido visitá-lo. Não pelo calor, pela praia, pelas férias, pela farra, pela Bahia, mas por minha total displicência para com ele. Miseravelmente falhei como irmão...

Hoje pela manhã noto um email perdido entre dezenas, centenas... é do meu já soteropolitano irmão, deixo para ler seu conteúdo em casa. O email em si apenas explica o que e como foi elaborado o seu anexo, que com orgulho imenso (por um lado) e nó maior ainda na garganta (por outro) compartilho com todos vocês:

Quintal_15_07_LuLaELuisinho.mp3 Listen on Posterous
Casa_da_saguairu_-_demolida

 

 

 

Posted via email from Anotações Nada Notáveis

Friday, July 08, 2011

I Dig it 072



I Dig it 072 v. LP 017 (playlist)

Neste podcast homenageio os reis do swing:

Sing, Sing Sing - Benny Goodman
Them There Eyes - Benny Goodman
No, Baby, No - Benny Goodman
Tuxedo Junction - Glenn Miller
Dizzy Fingers - Benny Goodman
Chicago - Benny Goodman
In The Mood - Glenn Miller
There's A Small Hotel - Benny Goodman
Alicia's Blues - Benny Goodman
Little Brown Jug - Glenn Miller
Flying Home - Benny Goodman
I've Got Rhythm - Benny Goodman
Sentimental Journey - Glenn Miller

email: idigitais@gmail.com - skype: v.sergio - twitter: @sergiovds
http://impressoes.vocepod.com - http://sergiovds.blogspot.com - http://sergiovds.wordpress.com

Wednesday, June 22, 2011

I DIG IT 071

Hoje é dia de Podcast Impressões Digitais na versão Full, edição nº 71 de 5 de junho do ano gregoriano de 2011.

Freedom is a Voice - Bob McFerrin

Freedom is a voice
freedom is a song
freedom is a spirit
for the people who are strong
Freedom is a city
freedom is a land
freedom is the courage
to take another hand

Intro:
A fragmentação das relações via digital deslocam a realidade. As partes são maiores que o todo.
Neste podcast uso este conceito como pano de fundo, que sim, formulado assim, de modo extremamente enxuto, pode deixar dúvidas, mas possui uma profundidade abissal.
Tento demonstrar rapidamente que o ser humano vive num processo de deslocamento da própria realidade, onde cria inúmeras áreas de conforto, quase sempre irreais, seja na sua vida pessoal, familiar, românticas e profissional. E quando ele cai num mundo com forte componente imaginário, como o mundo digital, a coisa degringola de vez…

O Manual do Torneiro Mecânico: 
De modo óbvio o desenvolvimento de uma tecnologia - desde os primórdios da humanidade - é orientado pelos interesses do grupo dominante, carregado de valores de quaisquer matizes, sempre alinhando interesses, e claro, dirigido por um componente excedente.
Não é possível crer que o desenvolvimento tecnológico é autônomo e neutro. É preciso ter-se sempre em mente que ele é influenciado por valores e decisões políticas. Só com essa compreensão será possível promover um desenvolvimento que seja democrático e inclusivo.
O 1º defende que a tecnologia evolui principalmente e de forma natural e neutra, de acordo com suas próprias leis, e que os homens têm papel passivo nos rumos que esse desenvolvimento toma. É a chamada Teoria Determinista.
Já o 2º, chamado Teoria Crítica da Tecnologia, defende que o desenvolvimento é controlado pela ação humana e carregado de valores e interesses.
A visão determinista é semelhante à concepção liberal que predominava na economia até a Crise de 1929, de que o mercado tinha suas próprias leis e agia de forma autônoma. Depois da quebra da Bolsa de Nova Iorque, ficou claro que essas leis podem e devem sofrer intervenção para não gerarem transtornos para a população. parênteses: Qual o grau de intervenção seria o mais adequado é o que ainda se discute nesta área, e o que separa os grupos de poder após a derrocada do esquerda clássica.
Alguns sustentam que não enxergar de forma crítica o desenvolvimento da tecnologia e ignorar sua necessidade de orientação social pode trazer muitos prejuízos.
Assim, o domínio da tecnologia reforça os interesses de quem controla seu desenvolvimento.
Esta visão com laços evidentes com os preceitos socialistas do século passado decorre da necessidade de se dosar o grau de intervenção, de catálise, pois esta corrente de pensamento reconhece os perigos da entropia de sistemas isolados, como a Teoria Determinista.

Os Pensamentos do seu Milton, o guru do méier: 
O anarquista se revolta contra ser governado. Não ser governando por este ou aquele sistema, mas contra o fato mesmo de ser governado. Pois, ser governado é ser "guardado à vista, inspecionado o tempo todo, espionado, legislado absurdamente, regulamentado, condicionado, doutrinado, estampilhado, censurado, comandado por elementos que não têm títulos para isso, nem capacidade, nem ciência, nem virtude". 
Ser governado é, a cada operação, a cada transição, a cada gesto, "ser registrado, tarifado, timbrado, recenseado, cotizado, patenteado, licenciado, apostilado, admoestado, intimado, intimidado e corrigido".
É, em nome da utilidade pública e do interesse geral, ser obrigado a contribuir. É ser explorado, monopolizado, pressionado, mistificado, roubado. E, à primeira palavra de protesto, ao primeiro gesto de resistência, ser reprimido, vilipendiado, envergonhado, difamado, desarmado, aprisionado, fuzilado, metralhado, guilhotinado, julgado, condenado, deportado, sacrificado, vendido, traído. 
Só um idealista enlouquecido consegue sobreviver a essa visão do mundo.

Caiu Na Rede: 
Nunca um exemplar da música popular brasileira (e bota popular nisso) representou tão bem uma geração futura.
Aquilo que nos anos 70 eram apenas especulações de filósofos, sociólogos, analistas econômicos e do comportamento humano concretizaram-se uma geração mais tarde.
Antônio Jorge Zacarias, o João da Praia, foi um cantor e compositor popular que fez um sucesso danado em 1974 quando vendeu 300 000 discos.
Analfabeto, usando um violão com apenas uma corda, João da Praia foi descoberto , quando vendia sorvete na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, pelo produtor Jacques Ayres que o lançou no mercado fotográfico daqueles anos dúbios e duros.
Depois da fama meteórica, nunca mais fez sucesso, tendo de trabalhar como motorista e balconista para sobreviver.


É a Ignoranssa qui Astravanca u Porgréssio: 
Há muito tempo uma cena bem simples de um filme nacional provocou, na platéia da sessão em que eu estava, uma reação totalmente incompreensível para os padrões de hoje.
No filme de Joaquim Pedro de Andrade, lançado em 1969, no exato momento que Paulo José, interpretando o Macunaíma já Branco sobe na estátua de um parque público e faz um discurso politicamente anárquico e sem pé-nem-cabeça, a sua camisa pólo amarela com um jacaré verde que ocupava metade do seu peito fez a platéia do cinema já extinto do centro de São Paulo chegar às lágrimas de tanto rir.
A simples alusão de um logotipo significar - no fim da década de 60 - o auge da aspiração social era motivo intrínseco de piada grotesca!
A marca deixou de ser estampa fabril nos 60-70, transformou-se no logotipo de divulgação mercadológica nos 80-90 e chegou ao ícone sociológico do século 21.
Tá eu sei você deve estar um tanto cansado de ouvir eu citar Jean Baudrillard por aqui, mas fazer o que? Ele foi o pensador europeu por excelência que indagou e elaborou relações à exaustão sobre o processo de valor e consumo. Para ele, a mais-valia material transcendeu seu aspecto marxista e nos anos 80 e 90 modificou as relações capitalistas entre produto - marca - consumo.
E, neste processo, deixou para trás o o conceito de utilidade inerente para o de simulacro social. Qual a razão para um cidadão comum possuir um MP10? Seria porque um simples MP3 é algo muito aquém da pertinência da posse de um 10!
O valor de troca de um aparelho que reproduzia apenas arquivos de áudio em formato mp3 comparado com outro que além de sintonizar rádio, gravar e reproduzir textos e em alguns casos armazenar e reproduzir arquivos de vídeo de baixa qualidade se tornaram equivalentes em poucos meses nos idos de 2007! Porém, o valor simbólico a cada dia se distancia desta equivalência de valor de troca e valor de uso.
Isso, ou seja, simbolizar a posse, não é demérito de pseudo-geeks atrás de gadgets recém-lançados, o simulacro do material encontra-se totalmente embrenhado em uma geração que determina todo o processo de produção-consumo. Vide os eco-direcionados, ou deveria chamá-los de eco-manipulados…
Bastou uma camada da sociedade passar a exigir preservação e manutenção do meio de sustentação humana para que as empresas ampliassem os custos envolvidos na produção para manter elementos chamado "ambientais".


My soul is jazzy and blues:
I Wish I Knew How It Felt To Be Free (Nina Simone) 

Corolário:
I Want to Break Free (Queen)

(I want to break free) 
(I want to break free) 
I want to break free from your lies 
You're so self satisfied I don't need you 
I've want to break free 
God knows, God knows I want to break free 
I've fallen in love 
I've fallen in love for the first time 
And this time I know it's for real 
I've fallen in love, yeah 
God knows, God knows I've fallen in love 
It's strange but it's true 
I can't get over the way you love me like you do 
But I have to be sure 
When I walk out that door 
Oh how I want to be free, baby 
Oh how I want to break free, 
Oh how I want to break free 
But life still goes on 
I can't get used to, living without, living without, 
Living without you by my side 
I don't want to live alone, hey 
God knows, got to make it on my own 
So baby can't you see 
God knows, gods know, gods know 
I've want to break free

BackGround:
Freedom (Danni Carlos); Free Falling (Tom Petty); Free Ride (Edgar Winter Group); As a Flower Blossoms (Pat Metheny); Libetango (Yo Yo Ma); Freeway Jam (Jeff Back), Free for All (Art Blakey)